Alguém viu o Boeing que caiu no Pentágono?

Quem gosta de teorias da conspiração já deve ter ouvido falar daquela que garante que o Pentágono não foi atingido por um Boeing no dia 11 de Setembro de 2001.

O autor do documentário "In Plane Site" (cuja versão integral não legendada pode ser descarregada aqui) acredita que o avião que se dirigia para o Pentágono foi abatido em pleno voo - o mesmo destino do aparelho que, segundo a versão oficial, se despenhou na Pensilvânia.

Mas diz mais - que os aviões que chocaram contra as torres mais altas do World Trade Center transportavam uma bomba cada e que os aviões comerciais que, segundo a versão oficial, atingiram as torres, foram também abatidos, provavelmente sobre o oceano Atlântico. Segundo esta teoria, depois do ataque ao World Trade Center as autoridades norte-americanas reagiram imediatamente e abateram todos os aviões suspeitos, explicando-se desta forma as mortes de passageiros de aviões comerciais.

Este documentário foi realizado depois de o seu autor ter encontrado o site Hunt the Boeing, que nega a versão oficial do ataque ao Pentágono com um avião Boeing.

Uma defesa da tese oficial, que tenta provar que a queda de um avião pode deixar uma zona de impacto com dimensões inferiores à sua envergadura, pode ser lida aqui.

Já se pode exterminá-los

A SIC Radical ainda não começou a passar o Seinfeld e eu já estou farto daquele grupelho, especialmente do idiota do Kramer. Se quiserem neutralizar (no sentido Ariel Sharon do termo quando este se refere a Yasser Arafat) algum deles, visitem este site e façam a vossa escolha.

Mude



Mude, use canetas de outras cores.

Bill Gates foi assassinado há cinco anos

O fundador da Microsoft William H. Gates III, mais conhecido por Bill Gates, foi assassinado no dia 2 de Dezembro de 1999. Não percam o premiado documentário sobre a sua trágica morte, em formato DVD, por apenas US$14.99 (sem despesas de envio incluídas).

A coerência de Michael Moore

Depois de ter testemunhado o entusiasmo com que o documentário de Michael Moore "Fahrenheit 911" foi recebido por muitos dos meus amigos, colegas e conhecidos, lembrei-me de voltar a folhear o seu livro "Stupid White Men and Other Sorry Excuses for the State of the Nation" ("Brancos Estúpidos e Outras Desculpas Esfarrapadas para o Estado da Nação"), editado em Portugal em Julho de 2003, e que me custou €16.88 num supermercado qualquer. Aqui ficam algumas passagens:

"Alargou o número de crimes federais puníveis com a pena de morte para um total de 60.

Apoia leis que condenam as pessoas a prisão perpétua após cometerem três crimes – mesmo que sejam roubar artigos nas lojas ou não pagar a piza.

Num curto lapso de tempo, conseguiu retirar pensões de sobrevivência a dez milhões de pessoas – quer dizer, dez milhões de um total de catorze milhões de pensionistas.

Assinou uma lei tornando ilegais os casamentos homossexuais e espalhou anúncios pelas rádios de cariz religioso afirmando a sua oposição a qualquer forma de legalização de casais do mesmo sexo.

Assinou ordens proibindo qualquer tipo de prestação de cuidados médicos gratuitos a pessoas pobres que estejam nos Estados Unidos de forma ilegal.

Assinou uma ordem proibindo que fundos dos Estados Unidos enviados para outros países fossem aplicados em acções que facilitassem o acesso das mulheres ao aborto.

Recusou-se a assinar um tratado internacional de proibição das minas antipessoais, já assinado por 137 países, mas não pelo Iraque, Líbia ou Coreia do Norte.

Boicotou o Protocolo de Quioto ao insistir que as "zonas verdes" (quer dizer, zonas agrícolas e florestas) contassem para a percentagem americana de redução de emissões, ridicularizando todo o tratado.

Tornou-se o primeiro Presidente desde Richard Nixon a não obrigar os fabricantes de automóveis a diminuir o consumo médio dos automóveis – o que pouparia milhões de petróleo por dia.

Sim, têm de concordar, considerando os feitos acima mencionados, que Bill Clinton foi um dos melhores Presidentes republicanos que tivemos.

Tem-se escrito muito desde que George W. Bush tomou posse, com as pessoas de boa vontade e os liberais a entrarem em pânico porque aquele filho de um Bush vai pôr o ambiente de pantanas, retroceder com os direitos das mulheres e obrigar-nos a rezar nas escolas e nos semáforos. Têm razão para estar preocupados.

Mas Bush é só a versão mais feia e mais mesquinha do que já tínhamos durante os anos 90 – naquela altura, tínhamos o sorriso cativante de um tipo que tocava música soul no saxofone e nos dizia que roupa interior [e as estagiárias da Casa Branca] usava.

Porque, é bem verdade, George W. Bush pouco mais fez do que CONTINUAR as políticas da Administração Clinton/Gore.

Bill Clinton esperou até aos últimos dias da sua presidência para assinar um grupo de regulamentos e decretos presidenciais, muitos dos quais prometiam melhorar o ambiente e criar condições de trabalho mais seguras. Foi um acto profundamente cínico. Esperou pelas últimas 48 horas de mandato para fazer o que é correcto, e todos pensarão: foi um bom Presidente. Mas Clinton sabia que essas ordens de última hora seriam detidas pela mão da nova Administração. Tinha a certeza de que nenhuma seria cumprida. Era só uma questão de imagem.

Poupem-me a esses queixumes sobre Bush, o menor. Os que querem transformar Bush num monstro de banda desenhada têm uma função – impedir-nos de ver o monstro em que eles próprios se tornaram.

O nosso problema real não é Bush - são os democratas.
"

Coisa bonita, a coerência.

P.S. As citações não foram retiradas de contexto, ou lá o que isso quer dizer; mas mesmo que tivessem sido, não estaria a fazer mais do que o próprio Michael Moore nos seus documentários.

Os obstáculos do latim

O atleta Manuel Silva pediu desculpa ao Comité Olímpico de Portugal por ter afirmado que não contou com o apoio deste organismo durante a preparação para Atenas 2004. Silva, que não conseguiu apurar-se para as meias-finais dos 3000 metros obstáculos, explicava-se a um jornalista da RTP:

- Isso é um discurso de mea culpa?
- Culpa total, culpa total.

Aicha, Aicha!

Por vezes parece que não ter nada para fazer é entediante. Eis uma prova de que o tédio pode despertar o amor pela cultura, musical neste caso. Desperta também o idiota que há em cada adolescente, mas isso é outra história. Ou, como diria o poeta, "Aicha, Aicha!"

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